quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O MEU AMOR É CEGO?


O MEU AMOR É CEGO?
Não tenho mais tempo para respostas, ok?


 O meu amor é lúcido. É tão lúcido que chega a questionar a sua própria existência.
Não me venham falar de sininhos, ou de borlobetas, e outros bichos  na barriga, do para sempre, etcx.
Também não me venham dizer a frase: " vc só diz isso porque nunca amou ninguém", pois sou bem capaz de responder "pois é, e é muito provável que isso nunca venha a acontecer."
Não, não sou misantropa, não desejo o fim da humanidade e muito menos a expressão do ódio.  Sou poesia, sensibilidade e amor. Mas não é desse dos trezentos, sem garantia, com prazo de validade para acabar na semana que vem, com livro de instruções só em chinês, com defeito e com preço.
O meu amor é outro. É pelas coisas grandes. Grande não quer dizer tamanho. Nem comprimento. Nem largura. Grande tem que ver com a verdade. E eu gosto de coisas verdadeiras. Não gosto de brincar com dramas imaginários, não gosto de dizer palavras por dizer, nem de as ouvir em vão. Eu gosto da verdade simples. Que está escrita nas mãos, porque tenho o tato.
Se o meu amor é cego? Não sei. Só sei que já me descobri. Por isso não sei o que é verdadeiramente grande (verdadeiro). 
É que eu não gosto nada de me enganar. Só nas contas de matemática.

Belas Mulheres