quarta-feira, 28 de outubro de 2009

FELICIDADE





FELICIDADE

Manoel Bandeira

A doce tarde morre. E tão mansa

Ela esmorece,

Tão lentamente no céu de prece,

Que assim parece, toda repouso,

Como um suspiro de extinto gozo

De uma profunda, longa esperança

Que, enfim cumprida, morre, descansa…

E enquanto a mansa tarde agoniza,

Por entre a névoa fria do mar

Toda minh´alma foge na brisa:

Tenho vontade de me matar!

Oh, ter vontade de se matar…

Bem sei é cousa que não se diz,

Que mais a vida me pode dar?

Sou tão feliz!



— Vem, noite mansa…



2 comentários:

Franzé Oliveira disse...

A felicidade e suas definições.

"Onde está a felicidade?
Desafinada
Desafiada
Descabelada
Calada.
Existe?
Onde?
Cantada nas mentes sonhadoras".

Menina tenha uma ótima noite.
Amanhã viajarei para um cidade aqui próxima a minha.
Retornarei Sexta.
Não te visitarei nesses dois dias, viu?

Bjos.

Daniel Costa disse...

Renata

Confesso gostar do poema de Manuel Bandeira, como sempre, a tua boa opção marca o ritmo, procurando a alegria de viver.
Beijos,
Daniel