segunda-feira, 30 de novembro de 2009

AR DE NOTURNO


AR DE NOTURNO
Federico G. Lorca


Tenho muito medo

das folhas mortas,

medo dos prados

cheios de orvalho.

eu vou dormir;

se não me despertas,

deixarei a teu lado meu coração frio.

O que é isso que soa

bem longe?

Amor. O vento nas vidraças,

amor meu!

Pus em ti colares

com gemas de aurora.

Por que me abandonas

neste caminho?

Se vais muito longe,

meu pássaro chora

e a verde vinha

não dará seu vinho.

O que é isso que soa

bem longe?

Amor. O vento nas vidraças,

amor meu!

Nunca saberás,

esfinge de neve,

o muito que eu

haveria de te querer

essas madrugadas

quando chove

e no ramo seco

se desfaz o ninho.

O que é isso que soa

bem longe ?

Amor. O vento nas vidraças,

amor meu!

sábado, 28 de novembro de 2009

SOSSEGO





SOSSEGO



OLHAR SÓ PARA DENTRO É O MAIOR DESPERDÍCIO O AMOR PODE ESTAR DO SEU LADO





Falésias a perderem-se nas alturas

Sem sequer uma só fissura

Lagos não alcançados pela visão

Sem sequer uma só ondulação

Areia branca quase todos os dias



Sem sequer uma só mancha vadia

Floresta de pinhos verão inverno

Com o seu verde brilhante eterno

Rio a correr a correr a correr

Sem sequer uma vez se deter



Árvores de milênios milenares

Com segredos em seus pilares

De súbito trouxeram o sossego

À alma viandante em desespero


geradores de animações




sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CARTA PARA NÓS


CARTA PARA NÓS
Composição: Rodrigo Santos/Mauro Sta Cecília/Betinho


O Olhar do Outro é o que nos faz Viver em Paz

Essa é uma declaração de amor a nós

Não tenho nenhuma pressa em morrer

Não tenho nenhuma pressa em terminar essa carta

E voltar a ela é como um renascer

Preciso cuidar de cada sílaba

Uma carta pra nós assim merece

Merece ser um pedaço 

Um pedaço de vida

Pela via do que não se esquece

Saímos em direção ao fim

Como quem procura um começo

Foi um turbilhão de emoções 

E veio o primeiro beijo

Veio o primeiro beijo o primeiro beijo

Já passamos juntos por tantas coisas

Se for contar o tempo é curto

E até foi preciso entrar

Numa onda

Entrar numa onda sem futuro

Mas nosso amor foi maior que o desespero

Medo de dia amor de noite

E resolvemos continuar tudo

Apesar do mundo apesar de tudo

Pois o olhar do outro é o que nos faz viver em paz

Saímos em direção ao fim

Como quem procura um começo

Foi um turbilhão de emoções

E veio o primeiro beijo

Veio o primeiro beijo o primeiro beijo

Veio o primeiro beijo o primeiro beijo


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

NUNCA DESISTA DO SEU AMOR


NUNCA DESISTA DO SEU AMOR
Composição/ Rodrigo Santos



A sorte está lançada

Jogou a âncora pra nada

A gente acha que tudo

Se resolve de uma vez

E de qualquer maneira

Seja num dado

Ou numa cartada

Quem a gente quer

Nem sempre se resolve

De uma vez

Descobri que havia

Menos dois degraus na escada

E mais espaço no elevador

A bota já não está tão apertada

E da janela de casa

Vejo o sol se pôr

Se não houver vento

Reme!

Se não houver lua

Uive!

Se estiver sem ar

Se inspire!

Mas nunca desista

Do seu amor

Se não houver chance

Crie!

Se houver silêncio

Grite!

Se não houver palavra

Escute!

Mas nunca desista

Do seu amor

Já faz algum tempo

Que eu ouço tudo

O que você me diz

Nos demos chance de entender

O que você fez

E o que eu fiz

E de qualquer maneira

Seja num dado

Ou numa cartada

Quem a gente quer

Nem sempre se resolve

De uma vez

Descobri que havia

Menos dois degraus na escada

E mais espaço no elevador

A bota já não está tão apertada

E da janela de casa

Vejo o sol se pôr

Se não houver vento

Reme!

Se não houver lua

Uive!

Se estiver sem ar

Se inspire!

Mas nunca desista

Do seu amor

Se não houver chance

Crie!

Se houver silêncio

Grite!

Se não houver palavra

Escute!

Mas nunca desista

Do seu amor

Nunca desista

Do seu amor