domingo, 30 de março de 2014

FLOR BELA





FLOR BELA

florzinha silvestre
singela e sem nome
à beira da estrada
em descuidados matagais
à vista de todos e qualquer
ao alcance da mão
sem aparentes mistérios
quase sem fragrância
despercebida
talvez a desfolhe algum apaixonado
pra saber se seu bem o quer
ou fique ali relegada
à existência serena
de quebrar o verde
com respingos de branco
em tardes de verão
atraiu-me um dia
a beleza fria da orquídea
segredo envolto em cores plácidas
de flor frágil, efêmera e rara
mas já não me cativam
preciosidades de estufa
volto aos campos e caminhos
em busca do encanto
que de tanto ninguém vê
de pétalas ao sol
em sorriso franco
na alegria de ser e não ser mais
que simples flor do campo

6 comentários:

MARILENE disse...

A beleza natural e simples é a que nos faz bem. Há um raro prazer em se observar as flores do campo e usar essa imagem como exemplo de vida. Bjs.

Daniel Costa disse...

Querida Renata, preciosidade é o poema que muito atraente a revelar, mais uma vez a tua sensibilidade virtualidades poéticas.
Beijos

Fernando Santos (Chana) disse...

Excelente poema....
Cumprimentos

Jorge disse...

Magnifico este teu post! Adorei...aliás, adoro-te!
Beijinhos doces!

Rafael Castellar das Neves disse...

Que coisa bonita!! Estou vendo a flor no campo...como elas despertam tanta coisa bonita, pena que muitos não as veem mais à beira das estradas.

[]s

MARILENE disse...

Que estranho, Renata, tentei deixar um comentário em sua nova postagem e o campo não abriu. Florbela lhe proporcionou uma grandiosa inspiração, pois seu soneto está lindo. Bjs.