segunda-feira, 3 de março de 2014

SONETO



SONETO

No distante e deserto jardim pelas
Flores que se confundem com estrelas,
Estende-se um tapete só de folhas:
Vem, vai, anda, porém jamais as colhas;

Nunca sabemos sobre o que pisamos:
Se rosa, espinho, amor-perfeito ou ramos.
Todavia, atenção! Quem sabe o rio,
Cheio de dor e inquieto, com seu brio,

Rebente, inunde o mundo com as águas
Repletas só de lágrimas e mágoas.
Ou talvez tenha então pena da gente,

E espalhe a sua prata tão silente,
Enchendo os nossos olhos de esplendor,
Como um perfume em noite só de amor...

Renata Cordeiro



3 comentários:

Daniel Costa disse...

Querida, há muito conheço o teu valor intelectual, de mulher erudita multifacetada. Mas se disser achar o teu valor, como poeta, melhor conduzido, importa-te?
Sempre aprendi contigo, acontece que entretanto estarei mais preparado para isso.
Beijos

wcastanheira disse...

-Nunca sabemos sobre o que pisamos:
Se rosa, espinho, amor-perfeito ou ramos...Belo, ntenso, por iss é tão bom passear por aqu vc ´sprendente, merece receber beijinhos e be ijinhossss

Felisberto Junior disse...

Olá, Boa tarde, Renata
...eu admiro quem faz sonetos, pois, só tenho facilidade em escrever "versos brancos"...
os caminhos a ser tomados podem ser muitos ou não, mas uma coisa é certa, quando não há certeza do que se deve fazer, o melhor é esperar, pois nem sempre conseguimos ter certeza que o rumo que pretendemos seja o mais indicado. Mas, sei que "No mesmo instante em que recebemos pedras em nosso caminho, flores estão sendo plantadas mais longe. Quem desiste não as vê.".
William Shakespeare
ah é,vc tinha blog, parou e depois voltou? Eu, se parar ou deixar de ter "prazer" em blogar, não volto mais!Depois tu me deixa o link do "O limite do prazer"?Vou ler depois!
Obrigado pelo carinho e pelas palavras em meu blog, belos dias, beijos!