quarta-feira, 16 de abril de 2014

SONETO 11



SONETO 11

Lusco-fusco... cor quente que fascina
Meu coração humano a palpitar,
A pulsar, a vibrar, a incomodar,
Propagando-se em pura adrenalina...

Noturno... nas areias cristalinas
Explode o raio prata do luar,
As esperanças vão girando no ar,
Emitindo sons, notas sibilinas...

Muito invejoso, o céu tenta prendê-las
A todo custo, usando fio de ouro,
Mas as guardo sob meu cabelo louro.

E as esperanças, rútilas estrelas,
Do verde musical da água perdida
Transmutam-se na minha própria vida.

                             

5 comentários:

Daniel Costa disse...

Renata Maria

Quem duvida que tudo se pode trasmudar e resumir à própria vida.
Assim conclui o próprio soneto.
A beleza do soneto!
Beijos

Célia Rangel disse...

Isso é viver plenamente! Lindo soneto!
Abraço.

Pérola disse...

Uma mutação que se sente nas palavras que transbordam.

beijinhos

MARILENE disse...

Sabedoria, como é importante buscá-la! É ela que nos permite alterar rumos e alimentar a esperança. Seus sonetos são muito belos, Renata.

(Já revirei tudo e não encontro a mensagem. Não entendo o que acontece. Vou fazer outra sugestão, Renata. Pesquise imagens de Ravi-Vora e vai encontrar aquela que lhe agradou. Fico chateada por não conseguir atendê-la, diretamente, )
Bjs.

► JOTA ENE ◄ disse...

Muito bonito, amiga.

Beijos !