quarta-feira, 7 de maio de 2014

QUANDO A VIDA PESA TANTO QUE...





QUANDO A VIDA PESA TANTO QUE...




tenho tanta vontade

de não ter vontades

de mandar tudo às favas

ou simplesmente desmaiar

desabar num coma existencial

permeado de sonhos alheios

ao mundo lá fora

esquecer de ser

apagar a luz da razão

mergulhar no arco-íris

voar no mar

vislumbrar o imaterial

conformar-me em suaves contornos

embalar-me numa rede

e desaparecer como éter

entre os convidados

de uma festa etílica e imaginária...

acompanhar a trajetória

da fumaça do meu cigarro

subir aos céus no primeiro dia

chutar nuvens e engolir estrelas

sem cruzar com tempestades

muito menos astronautas

apenas com cronópios

e a fauna rara do universo.

@ Renata Cordeiro

2 comentários:

wcastanheira disse...

Lindo um belo poema, acho q a guria merece receber beijinhos e beinhosssssss

Daniel Costa disse...

Querida Renata

Lendo o teu belíssimo poema, que tenho como muito positivista e muito incentivante. Tal como há uns meses, fui apresentado a um neurologista. Penso que apresentação nada teve de inocente. Foi ele que foi encaminhando a conversa, para rematar, dizendo: a si bastava se alhear e já não falaríamos.
É esta mensagem que, em cima deste positivismo, te desejo passar.
Beijos