sexta-feira, 30 de maio de 2014

PARA QUEM APRECIA *OU NÃO* O FILME *LUA DE FEL*




PARA QUEM APRECIA *OU NÃO* O FILME *LUA DE FEL*


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Ouvindo o “Clair de Lune",



Aquele de Debussy,



Ponho-me a cismar em ti.



Então mergulho no mel,



E encontro o travo do fel,



No meu sentissentimento,



Sonhando a todo momento,



Com o amor que me prometes,



Com o amor de que me esqueces,



Triste, não saio daqui,



Ah, como Oscar e Mimi!



Feito após rever Lua de Fel, filme de Roman Polanski, cujas personagens principais, um homem e uma jovem, se chamam, o primeiro Oscar, e, a moça, Mimi, corruptela de Micheline Bouvier

quarta-feira, 28 de maio de 2014

SONETO 6

                  


                 SONETO 6

                        Num sonho, num desejo intergaláctico,
                        Caminhando nas nuvens carregadas,
                        No astro, nas supernovas prateadas,
                        Traduzo um pensamento iniciático...

                        E os meus verdes cristais tão enigmáticos,
                        Rasos de águas tristonhas, conturbadas,
                        Doídas, escondidas, laceradas,
                        Contém um sentimento poemático...

                        Desse oceano caem muitas mágoas,
                        Feridas, investidas, doloridas,
                        Como a tarde sangrando no poente...

                        E o sulco das palavras vem das fráguas      
                        Sabidas, iludidas, despedidas,
                        Como o rastro da estrela só, cadente...

terça-feira, 27 de maio de 2014

DESNUDA



DESNUDA

Não me envergonho por estar desnuda
De corpo e coração a descoberto:
Somente verás a minha essência
Com os olhos da alma bem abertos.

sábado, 24 de maio de 2014

O MEU AMOR




O MEU AMOR

Ama-me os olhos verdes, de remanso,
Meus seios, de morangos, de ambrosia,
Meu ventre, o seu cais, pouso de descanso,
Meus quadris, curvos, são sua alegria.

Ama-me o sexo, a bênção do seu dia,
Minhas coxas, lugar onde eu o amanso,
Minhas pernas, que beija e me arrepia,
Meus joelhos, que dobro e não me canso.

Ama-me eterna e infinitamente,
Ama-me o par de pés de Cinderela,
Ama-me inteira, toda nua, nua,

Ama-me em desespero e loucamente,
Ama-me por achar-me bela, bela,
Ama-me por saber que sou só sua.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

SONETO DE HOJE




SONETO DE HOJE

Impossível de ti ter dependência
Se nós somos um quando misturados
Se assim o dizes é sem sapiência.
Choras, porque te arrasta o teu passado.


Pensas em mim, apelos de carência
Da alma e do corpo sempre fatigados
Que parecem votados à querência
Pois um pedaço sente-se condenado.


O inferno, somos nós quem o criamos
Meu amor, ele está na Terra, aqui,
Se quisermos, meu bem, dele escapamos


Passou o que viveste, o que vivi
Ao diabo a dor! Que nunca mais soframos!
Nunca mais sem mim, nunca mais sem ti.


@ Renata Cordeiro


segunda-feira, 19 de maio de 2014

MEUS OLHOS SÃO OS REFLEXOS DA MINHA ALMA




MEUS OLHOS SÃO OS REFLEXOS DA MINHA ALMA

Meus olhos são os reflexos da minha alma

Onde buscas na água das suas vagas

O verde transparente e a pupila cristalina

De onde se exala a luminosidade.

No seu espelho se reflete a claridade

Da minha alma de mulher, cuja pureza

Tu adivinhas, e dessa alma cheia de beleza

Emana o brilho da minha aura feminina.

Meus olhos têm as várias nuanças do verde

São como um arco-íris nas profundezas do mar

E ficas hipnotizado, perplexo, admirado,

Pois no verde da minha alma de mulher

Mergulhas e mergulhas sem parar.

@ Renata Cordeiro

sábado, 17 de maio de 2014

MÚSICA




MÚSICA

Meu amor, tem doces sonhos,
Apesar de a noite ter sido curta,
Nossos corpos falaram, cochicharam,
 E, acariciando-se, tanto se amaram.
E, agora, a lua, nossa aliada,
Varre as dunas da embriaguez.
Calma e confundida contigo,
Não posso deixar-te mais.
Quando o tempo nos faz sonhar com um beijo
Principia o que tem de ser e haver.




***


Há caminhos repletos e cheios de lágrimas,
Que lembram que o mar é a nossa mãe
Que, à noite, nele se refletem as estrelas.
Há caminhos que ficaram impermeáveis.
E debaixo da chuva é preciso um rasgo
Para que uma poça seja um tanto funda.


@ Renata Cordeiro

quinta-feira, 15 de maio de 2014

SÓ SE FOR POR AMOR


SÓ SE FOR POR AMOR
Nesta primavera
Procuro na criança que ri inocente
Nas folhas que se renovam
A cada dia
Nas estrelas que despontam
A cada noite
E é ali,
Que sempre te encontro.
Onde os teus olhos
Nunca disseram adeus
Em cada lembrança...
Dizendo-me:
Nem tudo é válido
Só se for por amor.
E que não vale morrer
Nem se for por amor.
Que mais vale viver
Só se for por amor.
Que nada é para permanente,
E que tudo pode ser refeito
Só se for por amor.
E tudo é perdoado sempre.

@ Renata Cordeiro

terça-feira, 13 de maio de 2014

PURO AMOR (reedição)



PURO AMOR (reedição)



Quero te acordar com um beijo

E poder ver teu sorriso se formar

Teus olhos brilhando pra mim

E todas as manhãs poder te amar

Quero fazer-te adormecer em meus braços

Com muitos beijos e muito carinho

Quero estar em teu pensamento, teu sonho

Dar-te todo o amor que te proponho

Quero fazer da tua vida pura felicidade

Dos teus dias, amor e paixão

Quero trazer o mais puro sentimento à tua vida

Quero trazer o mais puro amor ao teu coração.

@ Renata Cordeiro

segunda-feira, 12 de maio de 2014

ESPERANDO A NOITE CHEGAR



ESPERANDO A NOITE CHEGAR

Sem o pio das aves noturnas
nem mesmo grilos impertinentes
ou sinos ao longe
sem luar nem estrelas
espero a noite chegar,
que me cubra com seu manto
de solidão e silêncio
que afogue em morna escuridão
essa ânsia de amar e viver
de fazer e desfazer
minha insônia teimando
em vencer o corpo cansado
esse palpitar acelerado no peito
A música estridente
grito desesperado nas trevas
vinda de alguma janela
só me diz que há mais alguém por aí
em sua toca esperando a noite chegar
Quero que venha serena
como onda de mar em calmaria
que umedeça minha pele seca
e a cubra de carícias
desejo tão-somente
o afago da mão
percorrendo os meus cabelos rebeldes
e um beijo de boa noite

@ Renata Cordeiro

sexta-feira, 9 de maio de 2014

MÃE, POR MARIO QUINTANA



MÃE, POR MARIO QUINTANA

São três letras apenas,
As desse nome bendito:
Três letrinhas, nada mais...
E nelas cabe o infinito
E palavra tão pequena – confessam mesmo os ateus –
És do tamanho do céu
E apenas menor do que Deus!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

SERES VIRTUAIS



SERES VIRTUAIS


Pedaços que se encaixam

Sorrisos que se encontram

Vontades que se desejam,

Toques que já se sentem.

O silêncio que se rompe no teclar,

As vidas que se encontram a cada pensamento

O sonhar que se agita a cada segundo

Faz-nos crescer em sentimentos.

Os desejos que se cruzam,

Rompem as feridas deixadas pelo tempo.

Perdidos em delírio o vôo é lançado,

E o pouso se dará

Somente no horizonte mais brilhante

Aonde chegaremos a qualquer hora,

Sem sequer sairmos do lugar.

@ Renata Cordeiro

quarta-feira, 7 de maio de 2014

QUANDO A VIDA PESA TANTO QUE...





QUANDO A VIDA PESA TANTO QUE...




tenho tanta vontade

de não ter vontades

de mandar tudo às favas

ou simplesmente desmaiar

desabar num coma existencial

permeado de sonhos alheios

ao mundo lá fora

esquecer de ser

apagar a luz da razão

mergulhar no arco-íris

voar no mar

vislumbrar o imaterial

conformar-me em suaves contornos

embalar-me numa rede

e desaparecer como éter

entre os convidados

de uma festa etílica e imaginária...

acompanhar a trajetória

da fumaça do meu cigarro

subir aos céus no primeiro dia

chutar nuvens e engolir estrelas

sem cruzar com tempestades

muito menos astronautas

apenas com cronópios

e a fauna rara do universo.

@ Renata Cordeiro

terça-feira, 6 de maio de 2014

A ROSA DO TEU CORAÇÃO

 



A ROSA DO TEU CORAÇÃO


A rosa do teu coração ilumina o meu quarto
Com a última pérola de esperança.

      Como eu, desprotegidas sob o céu de novembro,
As árvores perdem as suas roupas,
Lançando na relva o grande lenço de âmbar
Que elas tricotam ponto por ponto.


A rosa do teu coração ilumina o meu quarto
Com a última pérola de esperança.


Nos seus misteriosos recantos,
Arrancando os cabelos, as flores voltaram.
Sabe-se lá se voltarei a vê-las?
Inquieta, vejo a sua fuga.


A rosa do teu coração ilumina o meu quarto
Com a última pérola de esperança.


Com os braços molhados de chuva, um frescor destroça
O que restava do nosso amor;
E até o leito, gélido, indolor,
Promete austeras provas.


A rosa do teu coração ilumina o meu quarto
Com a última pérola de esperança.


Mas ontem à noite, eu mesma vi,
Iluminar-se no jardim, com repentina bonança,
E levantar-se com raiz do chão
Uma rosa de outono, com cor da esperança.


A rosa do teu coração ilumina o meu quarto
Com a última pérola de esperança.

@ Renata Cordeiro