quarta-feira, 16 de setembro de 2015

TRANQUILA



TRANQUILA



Anjo fada incandescente

Nas sendas da floresta

Imperceptivelmente

Sossegada sedosa

Pouso tranquila

Escuto me recosto

À sombra frondosa

Macia delicada

De uma árvore

Suave se diria

Que é de mármore

Estendo as mãos

E os passarinhos

Pousam-me nas palmas

Permanecem no coração

Não me ouso mexer

Nada se compara

A aprender a libertar

A alma aprisionada

Perder pelo tempo

Ao vento a andança

Destrançar a trança

Sem deixar endereço

A paga pelo apreço

Que não tem preço

Voar vogar viajar

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4 comentários:

PEQUENOS DELITOS RENOVADOS disse...

Um belo poema... versos livres (literalmente) com rimas rápidas e palavas sonoras....
Parabéns!!!

Daniel Costa disse...

Querida Renata, que bonito e que rítmico poema. A tua sensibilidade, como sempre, a funcionar.
Beijos

ReltiH disse...

LINDO, BELLO TU TEXTO.
ABRAZOS

Benjamin disse...

Parabéns.
Hoje é o dia internacional do tradutor.