sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

SEM PALAVRAS




SEM PALAVRAS

Mil vezes com palavras de doçura
minha paixão a ti quase confio;
que palavras porém acho e te envio,
sem a profanação dessa impostura?
Penetre em ti calada esta ternura,
sem deter-se no mínimo desvio,
como raio de lua em claro rio,
como aroma sutil em aura pura.
Abre-me a alma silenciosamente,
e deixa-me que inunde satisfeito
tuas terras de amor e encanto cheias...
Fiel idéia, animo a tua mente;
afeto doce, vivo no teu peito;
chama suave, corro em tuas veias.

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Adelardo López de Ayala (1828-1829)

Trad. pela Renata M. P. Cordeiro

2 comentários:

Daniel Costa disse...

Sem palavras, segundo se diz, escreve-se estrutura-se um maravilhoso poema.
Beijos querida Renata

ReltiH disse...

UN BELLO POEMA. ME ENCANTA.
ABRAZOS