quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

ROSA


ROSA

Rosa, o presente é teu coroamento.
Eras um pálido cálice antes
Tu és, hoje, o infinito concordante
Da minha alma que vai se reerguendo.

Olhando-te, parece que usas terno
Vestido em camadas, feito de luz;
No entanto, cada pétala conduz
E dissolve a veste no instante eterno.

O teu perfume clama o meu nome
Pelo tempo e o imenso espaço vazio.
E o aroma fica no ar como o renome.

Palavras me escapam. Meu corpo lasso,
Minhas memórias todas sentem frio...
Vou por aí, um dia acho um abraço.

Feito após a leitura de um poema de Rainer Maria Rilke, intitulado
O Perfume da Rosa.

@ Renata Cordeiro


2 comentários:

Jorge disse...

Mais um poema fabuloso num fantástico momento de inspiração...

Daniel Costa disse...

Renata, ficou belo o soneto.
Beijos