quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

SONETO 7




SONETO 7

Intoxicada: é essa a sensação
Que me percorre todo o corpo em sonho.
O inferno abriu os seus portões, medonho,
Enchendo-me de cinzas o pulmão.

Sinto falta de ar, dói-me o coração,
Que ontem batia, mágico e risonho,
E hoje bombeia, trágico e tristonho,
Um sangue escuro em plena ebulição.

Sufoco... Porém, surge no negrume
Que me consome toda, o claro lume
De um sentimento antigo, imaculado...

E do alto, onde repousam as estrelas,
Vertem os olhos puros de uma delas
Verdes águas de amor embalsamado...

6 comentários:

Daniel Costa disse...

Renata, independente de uma visão menos positiva, na forma acho o soneto excelente.

Beijos

Felisberto N. Junior disse...

Olá,boa noite, Renata...lindo soneto...
Primeiramente, intoxicada, na lembrança de um sentimento antigo; em seguida, impossível, parece, de desunir esses dois corações, na lembrança de um sentimento imaculado.
Agradeço pelo carinho,feliz semana,belos dias,beijos!

Felisberto N. Junior disse...

Olá,Renata,boa noite
vi lá seu "rostinho" ,novamente, no painel do G.F.C... obrigado... pelo carinho, bom f.d.s, beijos!

Jorge disse...

Admiro-te pela forma brilhante com que brincas com as palavras... Que inspiração...

Beijinho Renata e um excelente fim-de-semana!

São disse...

Escrever sonetos é difícil , portanto meus parabéns pela alta qualidade deste.

Beijinhos e bom fim de semana :)

Mariazita disse...

Olá, Renata
Muito obrigada pelos parabéns à minha "CASA".

Gostei muito deste seu soneto que, para além do mais, está muito bem construído.
E olhe que escrever sonetos não é nada fácil. Tenho uma amigo brasileiro, o grande poeta Humberto Poeta - já publiquei alguns poemas dele - que diz que o soneto é a forma mais nobre de poesia.

Votos de excelente fim de semana.
Beijinhos
MARIAZITA / A CASA DA MARIQUINHAS