quarta-feira, 13 de abril de 2016

OS MEUS OLHOS...



OS MEUS OLHOS...

Os meus olhos teimavam em te ver:
Pois neles se gravara a tua imagem,
Para que não pudesse eu a esquecer,
E fui à tua espera ali na margem...

No coração pulsava este dever:
Esperar-te sozinha na passagem,
Mas se desesperava o meu querer,
Pois os meus olhos viam só miragens...

Então, a alma iludida o cultivou
Num jardim que do tempo o protegeu,
E a flor do sonho ao sol desabrochou...

Aquele amor-perfeito não morreu,
Porém, a alma, que só em ti pensou,
Das esperanças vãs, adoeceu...

Poema de Renata Cordeiro, baseado no verso de Paul Verlaine Attendre sans espérer/Esperar sem esperança.


6 comentários:

Jorge disse...

O poema é brilhante e o vídeo espectacular...

Sonia Pallone disse...

Linda sintonia entre vídeo e poesia...Parabéns querida Renata, beijos e obrigada pela visita ao Solidão.

Rosemildo Sales Furtado disse...

Parabéns Renata! O soneto fico belo e profundo. Gostei da interpretação do Rodrigo Leão, assim como das imagens.

Obrigado pela visita e amável comentário deixado no nosso Arte & Emoções.

Beijos,

Furtado.

Daniel Costa disse...

Renata

O soneto, é bem imaginativo e com uma bela construção rítmica. Como tu só tu, até na escolha da música.
beijos

Felisberto N. Junior disse...

Olá,Boa noite, Renata...bela composição, poema/soneto e música/vídeo ..."complicado" isso, esperar que aquela pessoa super importante para nós, soubesse desta importância que tem para nós e não nos deixasse esperando tanto …mas, não podemos perder a esperança de esperar que os nossos sonhos e amores cheguem no tempo certo....Obrigado pelo carinho,belos dias,beijos!

Rosa Alentejana disse...

Cada amor tem o seu tempo e cada tempo tem o seu amor. Cabe-nos saber descortinar quando começa e quando acaba, o que é bastante complicado (muitas vezes). Gosto da forma como te expressas e da maneira como nos fazes "viajar" nas palavras. Beijinho e continua ;)